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16 agosto 2009

Jornal O Interior: Entrevista a Joel Clemente

«É muito complicado ter uma claque no interior do país»

P – Foi frustrante terem sido obrigados a cancelar a festa do quinto aniversário da claque?

R – Foi mesmo muito frustrante. A festa não foi cancelada por não haver equipas inscritas no torneio de “paintball”, porque podia ter sido feito o resto da comemoração que contemplava animação com DJ’s e um churrasco. Só que quando chegámos quase à altura da festa, um patrocinador não nos cedeu aquilo com que se tinha comprometido e então fomos obrigados a cancelar, o que é muito frustrante. Em cinco anos nunca nos tínhamos lembrado de festejar assim e a primeira vez que resolvemos fazer algo aconteceu isto.


P – Em sua opinião, porque é que isso aconteceu?

R – Uma coisa poderá ter levado à outra. Quando liguei ao patrocinador e lhe disse que não havia torneio disse-me que então não se fazia nada. Penso que terá havido também um pouco o medo da nossa festa tirar algum pessoal à festa deles.


P – É complicado ter uma claque no interior do país?

R – É muito complicado mesmo. Nós fazemos viagens e nunca enchemos. Tínhamos agora uma programada para Aveiro, que era capaz de encher, porque se pagavam 15 euros pela viagem e o bilhete, sendo o almoço oferecido pela claque do Beira-Mar, uma vez que temos uma óptima relação com eles. Penso que, se calhar, somos vistos como uns “arruaceiros” ou uns “gatos pingados” no estádio, mas relembro que em cinco anos não temos um único incidente de violência. Não consigo explicar por que é que o pessoal não adere. Preferem gastar 20 euros numa discoteca. Da parte dos sócios, fazemos tudo, o clube já nos pôs na bancada central para ver se começam a aderir, mas não resultou. Mandavam-nos calar e sentar e é humilhante para uma claque ter de ouvir isso.


P – Quantos membros tem? Tem sido difícil atrair novos elementos?

R – Somos à volta de 20 e quando vamos 10 ou 11 já é bom... Tem sido muito difícil captar mais gente, talvez por causa da mentalidade das pessoas. Não sabemos o que fazer para inverter esta situação. O clube ajuda-nos em tudo o que pode e temos uma relação muito boa com o presidente e a restante direcção. Uma coisa é certa, não vamos desistir, nem que tenha que lá estar sozinho. Mas sozinho não fico de certeza, porque noto que os membros querem levar o Ultras Covilhã para a frente.


P – O que falta para passarem a ser a claque oficial do Sporting da Covilhã?

R – É mesmo a legalização. Temos todos os apoios necessários para legalizar a claque, só que já falámos com o clube que diz que legalizarmos uma claque com 20 elementos não compensa os custos. Concluímos que o dia que o clube possa subir mais então aí pensa-se na legalização da claque.


P – Está confiante numa boa campanha do Covilhã na Liga de Honra esta época?

R – Sim, bastante. Vi os jogos que houve até agora e penso que a equipa deste ano poderá fazer melhor que a da época passada.


P – Ver o clube de novo na SuperLiga é um sonho?

R – Isso é o sonho de toda a gente e penso que esta equipa poderá fazer sonhar as pessoas.

In jornal "O Interior"

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