A tarde de chuva e o frio intenso não afastou os fieis adeptos do Sporting da Covilhã do Complexo Desportivo da Covilhã. Pouco mais de três centenas de aficcionados estiveram nas bancadas, mesmo à chuva, na expectativa de que a vitória em Ovar por 2-1, no último domingo, relançasse a equipa para as vitórias caseiras. Mas enganaram-se. A turma de João Salcedas saiu derrotada e não encontrou um fio de jogo capaz de contrariar o ascendente da equipa insular, recheada de jogadores experientes como Quim Berto, Basílio e Livramento, que não perde há cinco jogos consecutivos.Sem ser brilhante em termos técnicos, a partida foi bastante disputada. Até aos primeiros dez minutos o Sporting da Covilhã deu ares de querer agarrar o jogo, mas a equipa orientada por Mário Reis impôs-se e foi a primeira a introduzir a bola na baliza, num lance que o árbitro invalidou por fora de jogo de Quim Berto. Ia decorrido o minuto 13 da primeira parte.
SANTA CLARA MAIS RÁPIDO
A partir daí e até ao último lance da primeira parte, o Santa Clara jogou todos os seus trunfos, impondo maior velocidade, maior valia individual e colectiva. E o golo chegou, naturalmente, à passagem da meia hora por intermédio de Danilo que, livre de qualquer marcação, correspondeu a um passe de Hélder Vasco depois de um livre cobrado por Quim Berto.Os serranos tentaram reagir e, na resposta, quase igualavam a partida por intermédio de Piguita, mas o cabeceamento encontrou o poste direito da baliza de Nuno Santos. Mas a igualdade haveria de surgir antes do árbitro bracarense mandar os jogadores recolherem às cabines para o intervalo. Tarantini, no interior da área aproveitou um ressalto oferecido por Orestes e fez o empate.
COVILHÃ SEM IDEIAS DE ATAQUE
No recomeço da partida ainda ficou a ideia que o golo da igualdade apontado em cima do intervalo tinha sido um tónico para a equipa de João Salcedas que apareceu mais afoit, mas sem soluções atacantes para ultrapassar a bem escalonada e experiente defensiva insular. Se já tinha marcado pontos na primeira parte, na segunda reforçou-os procurando, sobretudo, explorar o contra-ataque.E foi num contra-ataque com princípio, meio e fim, por Bruno Novo que o golo surgiu à passagem do minuto 66. O jogador do Santa Clara foi à linha de fundo, cruzou atrasado Vítor Silva de cabeça colocou a bola à mercê de Basílio para desfeitiar Serrão sem que a defesa serrana se opusesse. Pouco depois, Hélder Vasco teve no pés o terceiro golo para a turma forasteira, mas valeu a intervenção do guarda redes do Sporting da Covilhã. A equipa de João Salcedas ainda dispôs de uma oportunidade soberana para igualar o jogo, a seis minutos do fim do tempo regulamentar, depois de Nuno Santos ter a bola nas mãos e a ter deixado fugir. Piguita não foi suficientemente rápido para atirar para o fundo das malhas e evitar a terceira derrota dos serranos no Complexo desportivo e a sexta no campeonato da Liga de Honra.
“O empate seria o resultado mais justo. A mina equipa foi penalizada pela inexperiência. Se na primeira parte o Santa Clara foi a melhor equipa em campo, na segunda equilibramos os acontecimentos, mas não conseguimos o nosso objectivo. Esta partida era, estrategicamente, muito importante para alcançar o nosso objectivo, que é manutenção, mas não fomos felizes Em vez disso demos um tiro no pé e vamos ter de continuar a lutar para que alcancemos a manutenção na Liga de Honra. O jogo não foi bonito, nem tão pouco apurado, mas a sorte bafejou o nosso adversário”.
João Salcedas
“Foi uma vitória justa. A minha equipa esteve concentrada e poderíamos até ter conseguido um resultado mais dilatado, mas devo dizer que uma vitória por números mais expressivos também seria injusta para o Sporting da Covilhã. Nesta segunda volta a minha equipa está a demonstrar o seu real valor”.
Mário Reis
In Diario XXI
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