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27 novembro 2005

Crónica de Eugénio Lopes

Num Complexo Desportivo completamente cheio, Covilhã e Leixões não foram além de uma igualdade sem golos, numa partida em que os locais actuaram toda a segunda parte com dez unidades, devido à expulsão de Vladimir.

Os covilhanenses entraram muito bem no encontro, visto que logo no minuto inicial o guardião visitante foi obrigado a defender com dificuldade um remate de Luizinho, sobrando a bola para Milton atirar um pouco por cima da barra forasteira. No entanto, os locais não se ficaram por aqui, pois um livre apontado por Sérgio Rebordão aos 3 minutos e um novo remate de Milton aos 8 minutos, provocaram perigo junto das redes defendidas por Batista. Após este ascendente serrano, o jogo caminhou para um período de equílibrio, mas em que apareceram lances complicados para o árbitro João Capela, que aos 22 minutos, mandou seguir numa queda de Luizinho na área opositora e que volvidos alguns instantes advertiu com o cartão amarelo uma cotovelada de Dionísio a Sérgio Rebordão. Se as acções anteriores já tinham originado protestos entre os adeptos locais, pior ficaram quando Vladimir viu o vermelho directo aos 44 minutos após uma entrada dura sobre um adversário, uma decisão a demonstrar dualidade de critérios no âmbito disciplinar.

Com o Covilhã em inferioridade numérica, na segunda parte pertenceu ao Leixões a iniciativa de jogo, mas logo nos momentos iniciais foi novamente o árbitro a estar em foco, ao não admoestar Dionísio com o segundo amarelo, quando derrubou Rui Morais que partia para um contra ataque perigoso. Os covilhanenses jogavam então mais na expectativa, esperando que alguma resposta rápida possibilitásse o desejado tento e aos 69 minutos Oliveira não esteve muito longe desse objectivo, mas o seu cabeceamento foi defendido por Batista. Os visitantes actuavam mais no meio campo serrano, mas nunca encontraram soluções para ultrapassar a boa estrutura local, que com grande espírito de ajuda evitou problemas maiores para a baliza de Serrão, que não foi obrigado a qualquer intervenção demasiado complicada. Perante estas características, o jogo terminou sem golos, um empate que permite ao Covilhã continuar na segunda posição da Liga de Honra, mas saliente-se ainda a boa prestação do público local, que apoiou do princípio ao fim, como que a querer ofuscar a presença dos cerca de 400 adeptos do Leixões.

Eugénio Lopes in www.sportingdacovilha.com

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