O que pensa desta homenagem?
Isso foi abordado aquando da rescisão. Conversei em Junho com o presidente do Sporting da Covilhã e falou-se acerca duma homenagem, pelos meus dez anos de trabalho no clube e por isso já estava à espera. Não pensei que fosse tão cedo.
É um motivo de orgulho para si?
É uma forma de sair do clube pela porta grande e aproveitar esta altura em que o campeonato está parado. É um sinal de orgulho para mim ver homenageado por todo o tempo que joguei no clube. Sinto que foi valorizada a minha prestação como profissional e homem e que deixei uma imagem positiva.
Que balanço faz da sua passagem pelo Sporting?
É muito positivo. Cheguei muito novo, com 22 anos, e fui bem recebido. No meu currículo tenho algumas descidas de Divisão, contrabalançadas pelas subidas, que são em maior número. Com os meus companheiros de equipa e massa associativa sempre mantive uma boa relação e fui muito acarinhado. E veja-se: nos 10 anos que estive no clube, só na primeira época é que não fui capitão. São também estas as razões pelas quais fiquei na Covilhã tantos anos. Gosto da cidade e das pessoas.
Gostava de ter continuado no Sporting da Covilhã esta época?
Gostava, porque sempre me dei bem com todas as pessoas. Mas para continuar a jogar, a alternativa passava por sair do Sporting, por causa da minha idade. Deixar o lado profissional e passar a amador, por exemplo, dá para conciliar com um emprego de dia, porque os treinos são de noite. Assim, posso ir matando o “bichinho” de jogar futebol. Já não tenho 20 anos e tenho de dar o meu lugar aos mais novos, mas estou muito ligado ao Sporting, pelo tempo que lá estive, mas também por tudo o que lá passei.
Espera continuar a jogar durante quantos mais anos?
Talvez mais um ou dois. Depende da minha forma física e das condições mentais. Encarei esta mudança de clube como uma fase para deixar de jogar, sem que fosse de uma forma muito drástica. Mas também não quero jogar só por jogar. Daí estar no Benfica e Castelo Branco, onde posso ir jogar a sério até deixar o futebol por completo. Era bom que conseguisse jogar mais anos, mas depende é algo que também depende das lesões.
Como vê o percurso do Sporting da Covilhã durante esta época?
É mais que positivo: é excepcional. No ano passado muitas pessoas pensavam que o clube ia ser o “bobo da corte”, mas não foi. Muito pelo contrário. Ninguém, nem nós, estávamos à espera daquele resultado. Acredito que não desça, mas quer desça quer se mantenha, a equipa tem condições para fazer uma boa época. Mas se descer só podemos falar bem do clube.
E que balanço faz desta nova fase no Benfica?
É diferente. Quando cheguei senti-me um pouco à parte, porque estava habituado a ser eu a receber os jogadores. As cores são muito diferentes. Demorei muito tempo para me mentalizar que estava noutro clube. Ainda por cima numa colectividade rival. Há uma rivalidade enorme, mas saudável. Joguei muitas vezes contra o Benfica, enquanto estava no Sporting, mas agora já estou integrado na equipa. A direcção não nos falta com nada, só que estava habituado a lutar por objectivos diferentes. Não é que a direcção não queira mais, mas falta-lhe melhores apoios para o conseguir. Tentamos ganhar em todos os jogos, mas no Sporting lutávamos sempre por subir. Ainda assim espero que o Benfica faça coisas bonitas.
Perfil
João Domingos Fonseca Trindade, nasceu a 7 de Agosto de 1970, em Arronches, no Alentejo, onde também começou a dar os primeiros pontapés da bola, no clube da terra, o Arronchense. Como profissional, estreia-se no Juventude de Évora de onde transitou para o Tirsense, na Primeira Divisão. Regressa ao Juventude, de onde se transferiu, na época de 94/95, para o Sporting da Covilhã. Em 2002, em entrevista ao Diário XXI, o médio manifesta o seu “amor” pela Covilhã: “Sento os problemas e as alegrias do povo da Covilhã”. Como jogador, sagrou-se quatro vezes campeão da Zona Centro da II Divisão B, com a camisola dos “leões da Serra”.
Isso foi abordado aquando da rescisão. Conversei em Junho com o presidente do Sporting da Covilhã e falou-se acerca duma homenagem, pelos meus dez anos de trabalho no clube e por isso já estava à espera. Não pensei que fosse tão cedo.
É um motivo de orgulho para si?
É uma forma de sair do clube pela porta grande e aproveitar esta altura em que o campeonato está parado. É um sinal de orgulho para mim ver homenageado por todo o tempo que joguei no clube. Sinto que foi valorizada a minha prestação como profissional e homem e que deixei uma imagem positiva.
Que balanço faz da sua passagem pelo Sporting?
É muito positivo. Cheguei muito novo, com 22 anos, e fui bem recebido. No meu currículo tenho algumas descidas de Divisão, contrabalançadas pelas subidas, que são em maior número. Com os meus companheiros de equipa e massa associativa sempre mantive uma boa relação e fui muito acarinhado. E veja-se: nos 10 anos que estive no clube, só na primeira época é que não fui capitão. São também estas as razões pelas quais fiquei na Covilhã tantos anos. Gosto da cidade e das pessoas.
Gostava de ter continuado no Sporting da Covilhã esta época?
Gostava, porque sempre me dei bem com todas as pessoas. Mas para continuar a jogar, a alternativa passava por sair do Sporting, por causa da minha idade. Deixar o lado profissional e passar a amador, por exemplo, dá para conciliar com um emprego de dia, porque os treinos são de noite. Assim, posso ir matando o “bichinho” de jogar futebol. Já não tenho 20 anos e tenho de dar o meu lugar aos mais novos, mas estou muito ligado ao Sporting, pelo tempo que lá estive, mas também por tudo o que lá passei.
Espera continuar a jogar durante quantos mais anos?
Talvez mais um ou dois. Depende da minha forma física e das condições mentais. Encarei esta mudança de clube como uma fase para deixar de jogar, sem que fosse de uma forma muito drástica. Mas também não quero jogar só por jogar. Daí estar no Benfica e Castelo Branco, onde posso ir jogar a sério até deixar o futebol por completo. Era bom que conseguisse jogar mais anos, mas depende é algo que também depende das lesões.
Como vê o percurso do Sporting da Covilhã durante esta época?
É mais que positivo: é excepcional. No ano passado muitas pessoas pensavam que o clube ia ser o “bobo da corte”, mas não foi. Muito pelo contrário. Ninguém, nem nós, estávamos à espera daquele resultado. Acredito que não desça, mas quer desça quer se mantenha, a equipa tem condições para fazer uma boa época. Mas se descer só podemos falar bem do clube.
E que balanço faz desta nova fase no Benfica?
É diferente. Quando cheguei senti-me um pouco à parte, porque estava habituado a ser eu a receber os jogadores. As cores são muito diferentes. Demorei muito tempo para me mentalizar que estava noutro clube. Ainda por cima numa colectividade rival. Há uma rivalidade enorme, mas saudável. Joguei muitas vezes contra o Benfica, enquanto estava no Sporting, mas agora já estou integrado na equipa. A direcção não nos falta com nada, só que estava habituado a lutar por objectivos diferentes. Não é que a direcção não queira mais, mas falta-lhe melhores apoios para o conseguir. Tentamos ganhar em todos os jogos, mas no Sporting lutávamos sempre por subir. Ainda assim espero que o Benfica faça coisas bonitas.
Perfil
João Domingos Fonseca Trindade, nasceu a 7 de Agosto de 1970, em Arronches, no Alentejo, onde também começou a dar os primeiros pontapés da bola, no clube da terra, o Arronchense. Como profissional, estreia-se no Juventude de Évora de onde transitou para o Tirsense, na Primeira Divisão. Regressa ao Juventude, de onde se transferiu, na época de 94/95, para o Sporting da Covilhã. Em 2002, em entrevista ao Diário XXI, o médio manifesta o seu “amor” pela Covilhã: “Sento os problemas e as alegrias do povo da Covilhã”. Como jogador, sagrou-se quatro vezes campeão da Zona Centro da II Divisão B, com a camisola dos “leões da Serra”.
(in DiárioXXI online de 7-Out-2005 por Liliana Machadinha)
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